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quinta-feira, 9 de junho de 2011

10 de junho é o dia da Língua Portuguesa

Hoje cerca de 250 milhões de pessoas falam Português no mundo. No Brasil estão 80% desses falantes.


O português é a língua oficial em Portugal, Ilha da Madeira, Arquipélago dos Açores, Brasil, Moçambique, Angola, Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. É a quinta língua mais falada do planeta e a terceira mais falada entre as línguas ocidentais, atrás do inglês e do castelhano. Por toda essa importância, seu ensino é obrigatório nos países que compõem o Mercosul. Não oficialmente, o português também é falado por uma pequena parte da população em Macau (território chinês que foi até 1999 administrado pelos portugueses); no estado de Goa, na Índia (que foi possessão portuguesa até 1961) e no Timor Leste, na Oceania (até 1975 administrado pelos portugueses, quando então foi tomado pela Indonésia, atualmente é administrado pela ONU).



O fato de a língua portuguesa estar assim espalhada pelos continentes deve-se à política expansionista de Portugal, nos séculos XV e XVI, que levou para as colônias essa língua tão rica, que se misturou a crenças e hábitos muito diversos, e acabou simplificada em vários dialetos. São chamados de crioulos os dialetos das colônias européias de além-mar.




A língua portuguesa tem origem no latim vulgar, oral, que os romanos introduziram na Lusitânia, região situada ao norte da Península Ibérica, a partir de 218 a.C..




Com a invasão romana da Península Ibérica, em 218 a.C., todos aqueles povos, exceção dos bascos, passaram a conviver com o latim, dando início ao processo de formação do espanhol, português e galego. Esse movimento de homogeneização cultural, lingüística e política é denominado romanização. Até o século IX, a língua falada era o romance, um estágio intermediário entre o latim vulgar e as modernas línguas latinas, como o português, o espanhol e o francês. Essa fase é considerada a pré-história da língua.




Do século IX ao XII, já se encontram registros de alguns termos portugueses em escritos, mas o português era basicamente uma língua falada. Do século XII ao XVI foi a fase arcaica e do século XVI até hoje, a moderna. O fim do período arcaico é marcado pela publicação do Cancioneiro Geral de Garcia de Resende, em 1516. O português em Os Lusíadas, de Luís de Camões (1572), tanto na estrutura da frase quanto na morfologia (o aspecto formal das palavras), é muito próximo do atual.



Fonte: UFGNet

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Dia Nacional da Escola Católica



No próximo dia 15 de maio comemora-se mais um aniversário da Escola Católica. Devemos sempre lembrar e destacar que é uma escola para todos, que possui uma Identidade e Missão vocacionadas para a evangelização e que em seu ambiente se propõe a veicular, diariamente, valores humanos e cristãos comprometidos com a educação integral da pessoa.


Educar é perceber um horizonte que se abre e se torna eternidade.


Parabéns Escolas Católicas, por prepararem cidadãos com olhar de Fé!







domingo, 8 de maio de 2011

Dia das Mães

Nesse dia especial homenageamos todas as mães!




Um grande abraço da equipe da Biblioteca.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

FELIZ DIA DAS MÃES!

MÃE

Mãe...São três letras apenas
As desse nome bendito:
Também o céu tem três letras
E nelas cabe o infinito

Para louvar a nossa mãe,
Todo bem que se disser
Nunca há de ser tão grande
Como o bem que ela nos quer

Palavra tão pequenina,
Bem sabem os lábios meus
Que és do tamanho do CÉU
E apenas menor que Deus!

Mário Quintana

domingo, 24 de abril de 2011

Dia Mundial do Livro e dos Direitos Autorais

O Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor é um evento comemorado todos os anos no dia 23 de Abril, e organizado pela UNESCO para promover o prazer da leitura, a publicação de livros e a proteção dos direitos autorais.

O dia foi criado na XXVIII Conferência Geral da UNESCO que ocorreu entre 25 de Outubro e 16 de Novembro de 1995.

A data de 23 de Abril foi escolhida porque neste dia, no ano de 1616 morreram Miguel de Cervantes, William Shakespeare e Garcilaso de la Vega.
Justificar Além disto, nesta data, em outros anos, também nasceram ou morreram outros escritores importantes como Maurice Druon, Vladimir Nabokov, Josep Pla e Manuel Mejía Vallejo.

Leia o texto original da UNESCO clicando aqui.
O cartaz da DGLB é de autoria de João Vaz de Carvalho, artista plástico e ilustrador.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

22 DE ABRIL É O DIA DO PLANETA TERRA

No dia 22 de abril comemora-se o dia do Planeta Terra, iniciativa que pretende despertar a consciência na população de todo o mundo sobre maneiras de colaborar na preservação do meio ambiente através de simples medidas cotidianas.

Há 39 anos, no dia 22 de abril de 1970, aconteceu o primeiro protesto em caráter nacional contra a poluição do planeta. O então Senador norte-americano Gaylord Nelson, na época estudante de Harvard, organizou eventos para discussão e desenvolvimento de projetos sobre o meio ambiente. O movimento ganhou, ano após ano, outros países como adeptos, incluindo o Brasil, que uniu-se oficialmente à causa em 1990.

Nesse contexto, o Dia da Terra converteu-se em um importante acontecimento educativo e informativo. Os grupos ecologistas utilizam-no como ocasião para avaliar os problemas do meio ambiente do planeta: a contaminação do ar, água e solos, a destruição de ecossistemas, centenas de milhares de plantas e espécies animais dizimadas, e o esgotamento de recursos não renováveis. Utiliza-se este dia também para insistir em soluções que permitam eliminar os efeitos negativos das atividades humanas. Estas soluções incluem a reciclagem de materiais manufaturados, preservação de recursos naturais como o petróleo e a energia, a proibição de utilizar produtos químicos danosos, o fim da destruição de habitats fundamentais como as florestas tropicais e a proteção de espécies ameaçadas.

Vale lembrar que a Campanha da Fraternidade deste ano tem como objetivo contribuir para a conscientização das comunidades cristãs e pessoas de boa vontade sobre a gravidade do aquecimento global e das mudanças climáticas, e motivá-las a participar dos debates e ações que visam enfrentar o problema e preservar as condições de vida no planeta.

Para quem quiser aprender um pouco mais sobre iniciativas em favor a preservação do meio ambiente, acesse os links abaixo:

http://www.mma.gov.br/sitio/ ;
http://www.portaldomeioambiente.org.br/ ;
http://www.ambientebrasil.com.br/ e
http://www.cnbb.org.br/site/ .

segunda-feira, 18 de abril de 2011

NOSSA PÁSCOA É...


Passagem para um recomeço, para uma vida melhor!

Recomeço de uma nova etapa, mais amadurecida e forte!

A esperança do espírito de amor entre as pessoas!

A festa mais importante do cristianismo!

Vamos nos transformar da água para o vinho. Viver uma nova vida!

O fim dos sofrimentos e angústias. O renascimento para uma nova vida!

Viver uma vida nova e infinita!

Mais que passagem, uma esperança que essa vida não seja passageira.

Renascimento, sempre! Doação integral ao outro!

Dizer sim ao amor e a vida, investir na fraternidade e vivenciar a solidariedade!

É tempo de recomeçar. É a certeza no amanhã!

Renovação da vida em meio a tantos sinais de mortes. Tudo passa, mas o amor é eterno e Deus é amor. Com ele, nunca estamos sós!


O momento de pensar em como estamos vivendo nossas vidas!

Testemunhar a felicidade de ter Jesus Cristo entre nós!

É viver a certeza de que o Senhor está presente. Ele é um Deus que está...

ELE VIVE!


A equipe da Biblioteca deseja a todos uma Feliz Páscoa!

19 DE ABRIL - DIA DO ÍNDIO

História:
Em 1940, no México, foi realizado o I Congresso Indigenista Interamericano, com a presença de diversos países da América e os índios, tema central do evento, também foram convidados. Como estavam habituados a perseguições e outros tipos de desrespeito, preferiram manter-se afastados e não aceitaram o convite.

Origem:
Existem muitas teorias, algumas até excêntricas, sobre a origem dos índios no continente americano, mas nenhuma comprovada. Ainda hoje, físicos, geólogos, arqueólogos, antropólogos e etnólogos dedicam-se a pesquisas para descobrir de onde vêm os índios, os primeiros habitantes da América.

O objetivo disso tudo é conhecer os pontos por onde os primitivos habitantes chegaram ao continente, quando isso aconteceu, de onde vieram e como foi direcionado o povoamento do Novo Mundo.

Os pesquisadores acham que os índios são descendentes de asiáticos, que vieram através do Estreito de Bering, sendo esta a migração mais importante para o povoamento da América. Estima-se que os primeiros habitantes chegaram ao continente americano há 40 mil anos passados, na última idade glacial.

500 anos de sofrimento:

No ano de 1500, aqui viviam aproximadamente 6 milhões de pessoas, pertencentes a mais de 900 povos indígenas, que falavam mais de 180 línguas diferentes. No entanto, até hoje a história oficial e os meios de comunicação continuam chamando de “descobrimento” esse capítulo de uma história que começou milhões de anos antes. Descobrir, diz o dicionário, é achar pela primeira vez. Neste caso, foram os índios que descobriram o Brasil, pois seus ancestrais viviam aqui há mais de 40 mil anos.
Pero Vaz de Caminha, escrevendo ao rei de Portugal, refere que os primeiros encontros com os povos que aqui viviam foram cordiais, cercados de trocas de presentes e de entusiasmo. Impressão portanto positiva, mas não suficiente para anular a carga de preconceitos que eles traziam. Assim, diferenças culturais passaram a ser vistas como pecados, atrasos, signos de primitivismo que deveriam ser superados.
Posteriormente, houve uma política de extermínio e de escravização dos povos que aqui viviam. Toda a América traz as marcas dessa brutal invasão. Frei Bartolomé de Las Casas, dominicano espanhol, presenciou a ação dos conquistadores no século XVI. Em 1511 o Frei escreveu:

“Certa vez os índios vinham ao nosso encontro para nos receber, à distância de dez léguas de uma grande vila, com víveres e viandas delicadas e toda espécie de outras demonstrações de carinho. Mas eis que os espanhóis passam a fio de espada, na minha presença e sem causa alguma, mais de três mil pessoas, homens, mulheres e crianças, que estavam sentadas diante de nós. Eu vi ali tão grandes crueldades que nunca nenhum homem vivo poderá ter visto semelhantes...”

Hoje, no Brasil, a população indígena restante conta com cerca de 330 mil pessoas, pertencentes a 215 nações sobreviventes. Refletir sobre os povos indígenas é mais do que lamentar so povos desaparecidos, a opressão, a violência, a condição de miséria e exclusão. Esta reflexão convida a relembrar a histórica luta de resistência dos povos indígenas ao longo destes cinco séculos. É fortalecer os fios que tecem a rede da solidariedade cotidiana, que se manifesta na prática de todos, e no apoio a causa dos oprimidos.

Vale lembrar que a Campanha da Fraternidade de 2002 trouxe o tema “Fraternidade e povos indígenas”.
Referências:
http://www.cf.org.br/cf2002/motivacao.php http://www.pime.org.br/missaojovem/mjcfterra.htm

quinta-feira, 17 de março de 2011

Florianópolis comemora seus 285 anos de fundação no dia 23 de março

Quem vê hoje os pescadores de ostras e de mariscos, nas praias mais tranqüilas da cidade de Florianópolis, não imagina que há milhares de anos os índios tupis-guaranis já faziam a mesma coisa ali. Eles foram os primeiros habitantes do local.

Depois foi a vez dos portugueses. A baía de Santa Catarina era um lugar perfeito para as expedições portuguesas que partiam de São Vicente (SP) se abastecerem, antes de rumar para o Sul.

Muito tempo depois, chegou o bandeirante Francisco Dias Velho e se instalou nessas terras com a família. O lugar recebeu o nome de Nossa Senhora do Desterro e, a partir de então, foi crescendo. Tornou-se um município independente no dia 23 de março de 1726. (É por isto que todo ano, nesse dia, Florianópolis comemora sua fundação.)

Alguns anos depois, a cidade foi ocupada por militares portugueses que construíram fortalezas e instalaram canhões para defender a costa. A população começou a crescer, com a chegada de milhares de portugueses vindos de Açores e da Ilha da Madeira, o que iria exercer uma influência decisiva no portugês falado ali.

Depois da proclamação da República, em 1889, Santa Catarina resistiu ao novo governo. Queria ser independente. Mas as tropas federais não deixaram e ocorreu uma guerra civil. A vitória dos federais aconteceu quando o marechal Floriano Peixoto era o presidente da República. Assim, em 1894, o nome de Desterro foi mudado para Florianópolis, que significa "cidade de Floriano", em homenagem a ele.

A cidade continuou a crescer. Em 1926, construíram a Ponte Hercílio Luz, que se tornou um símbolo da cidade. Hoje, Floripa - como muitos a chamam carinhosamente - é uma cidade bem grande. Ela é a capital do estado de Santa Catarina. É a terra do tenista Guga, do turismo, do comércio e dos serviços.

Mas certas coisas não mudam nunca. As praias continua deslumbrantes como no tempo dos índios, a farinha ainda é deliciosa e as rendeiras da ilha ainda fazem peças delicadas. Ah, e os pescadores continuam atrás de mariscos e de ostras.

*Heidi Strecker é educadora e filósofa. (Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação).

Fonte: http://educacao.uol.com.br/datas-comemorativas/ult1688u13.jhtm

quarta-feira, 9 de março de 2011

Saiba o que faz o profissional que organiza e mantém coleções de documentos!


Por: Ana Lúcia Merege, Biblioteca Nacional

Publicado em 08/04/2010 Atualizado em 03/08/2010


Imagine a cena: você precisa fazer uma pesquisa urgente e resolve ir à biblioteca. Chegando lá, no entanto, descobre que não há catálogos nem sequer uma pista que leve você ao que está procurando. A única forma de tentar achar alguma coisa é vasculhando as estantes -- que, por sinal, também não estão organizadas. O jeito é perder um tempo precioso entre almanaques mofados e dicionários do tempo do seu avô até encontrar um livro ou revista que possa ser útil. Já pensou?

Ainda bem que existe alguém trabalhando para que isto não aconteça: o bibliotecário, cuja profissão é uma das mais antigas do mundo. Não acredita?!? Para você ter uma idéia: no século 7 antes de Cristo, a biblioteca do rei Assurbanipal, da Babilônia, tinha cerca de 30 mil obras escritas em tabuletas de argila. Com o passar dos séculos, novas bibliotecas foram surgindo, sendo a mais famosa a de Alexandria, no Egito. Na Idade Média, entretanto, muitas delas desapareceram, e as que restaram eram freqüentadas por uns poucos estudiosos. Felizmente, o surgimento da imprensa no século 15 e a valorização maior da cultura permitiram que os livros e as bibliotecas se multiplicassem, atingindo uma parte cada vez maior da população.

Hoje, para ser bibliotecário é preciso estudar Biblioteconomia, que pode ser definida como a área do conhecimento que estuda a organização, administração e utilização das coleções de livros e outros documentos. No Brasil, o curso dura quatro anos, é oferecido em várias universidades do país e tem o objetivo de preparar o profissional para organizar e manter uma biblioteca -- o que significa muito mais do que simplesmente "arrumar estantes". Saiba que, para atender às necessidades do público, é preciso ter uma boa cultura geral, aprender técnicas de catalogação e classificação e conhecer métodos de pesquisa. Um bom bibliotecário precisa também se manter informado e saber como passar essa informação para os leitores. Além disso, deve ter habilidade para se comunicar e muito jogo de cintura: imagine o que é lidar com vinte pessoas ao mesmo tempo, todas elas reclamando porque o último Harry Potter não foi devolvido na data marcada!

Em algumas bibliotecas, principalmente as públicas e as escolares, é comum os bibliotecários atuarem como agentes culturais, promovendo oficinas, exposições e sessões de leitura. Já nas bibliotecas especializadas, as coleções são voltadas para uma área restrita do conhecimento, mas as pesquisas são mais detalhadas. Assim, é importante que os bibliotecários conheçam o objeto de estudo dos pesquisadores, a fim de melhor ajudá-los em seu trabalho.

Neste momento, talvez você esteja pensando que boa parte das pesquisas, hoje em dia, é feita através da internet e de outros meios de comunicação, e que eles não têm nada a ver com as bibliotecas. Certo? Errado! Na verdade, os bibliotecários trabalham com informação, esteja ela em tabuletas de argila, em rolos de papiro, em livros ou até... em computadores! Isto é, a tecnologia muda, mas os métodos são os mesmos. Quer um exemplo rápido? Se você entrar num site de busca da Internet, vai encontrar tudo dividido em categorias, exatamente como no catálogo de uma biblioteca. Aliás, é cada vez mais comum que os próprios catálogos sejam informatizados, e os documentos guardados em arquivos eletrônicos. A quantidade de informações é cada vez maior, por isso é preciso haver profissionais dedicados a organizá-las e a torná-las disponíveis.

Assim, os bibliotecários têm um amplo campo de atuação, pois, além das escolas, universidades e outras instituições, eles podem trabalhar em editoras, centros de documentação, sites... O importante é que, seja qual for a área de trabalho, o bibliotecário esteja consciente do seu papel: contribuir, através do acesso à informação, para que todos adquiram mais educação e conhecimento, ajudando na construção de uma sociedade cada vez mais justa.




quinta-feira, 3 de março de 2011

Dia do Bibliotecário(a) - 12 de março

O QUE FAZ UM(A) BIBLIOTECÁRIO(A)?

“Os bibliotecários-documentalistas são os profissionais que concebem, organizam e administram estruturas de documentação e informação. Para tal, estabelecem e aplicam os critérios de organização e funcionamento dessas estruturas (por exemplo bibliotecas e centros de informação e documentação). No âmbito das suas tarefas avaliam, adquirem e tratam os diversos suportes documentais (tais como livros, revistas, jornais, manuscritos, CD-ROM, etc.) com o objectivo de facilitar o acesso à informação; concebem e planeiam serviços e sistemas de informação; seleccionam e analisam informação com o objectivo de a racionalizar, isto é, gerem a informação; inventariam as necessidades dos utilizadores a fim de objectivamente lhes responder; definem os processos de recuperação e exploração da informação; recuperam a informação a partir de fundos documentais próprios, através do intercâmbio entre bibliotecas e/ou serviços de informação; mantêm actualizados os fundos bibliográficos documentais, perspectivando as necessidades futuras; procedem à análise e avaliam a qualidade dos serviços e produtos documentais; produzem e difundem informação adequada aos interesses dos seus utilizadores; organizam e realizam actividades de promoção do livro e da leitura e de animação cultural.”
Fonte:APBAD




terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Receita de Ano Novo

Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo
até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.

Carlos Drummond de Andrade

sábado, 18 de dezembro de 2010

Natal em prosa

Compras de Natal

Cecília Meireles

A cidade deseja ser diferente, escapar às suas fatalidades. Enche-se de brilhos e cores; sinos que não tocam, balões que não sobem, anjos e santos que não se movem, estrelas que jamais estiveram no céu.

As lojas querem ser diferentes, fugir à realidade do ano inteiro: enfeitam-se com fitas e flores, neve de algodão de vidro, fios de ouro e prata, cetins, luzes, todas as coisas que possam representar beleza e excelência.

Tudo isso para celebrar um Meninozinho envolto em pobres panos, deitado numas palhas, há cerca de dois mil anos, num abrigo de animais, em Belém.

Todos vamos comprar presentes para os amigos e parentes, grandes e pequenos, e gastaremos, nessa dedicação sublime, até o último centavo, o que hoje em dia quer dizer a última nota de cem cruzeiros, pois, na loucura do regozijo unânime, nem um prendedor de roupa na corda pode custar menos do que isso.

Grandes e pequenos, parentes e amigos são todos de gosto bizarro e extremamente suscetíveis. Também eles conhecem todas as lojas e seus preços — e, nestes dias, a arte de comprar se reveste de exigências particularmente difíceis. Não poderemos adquirir a primeira coisa que se ofereça à nossa vista: seria uma vulgaridade. Teremos de descobrir o imprevisto, o incognoscível, o transcendente. Não devemos também oferecer nada de essencialmente necessário ou útil, pois a graça destes presentes parece consistir na sua desnecessidade e inutilidade. Ninguém oferecerá, por exemplo, um quilo (ou mesmo um saco) de arroz ou feijão para a insidiosa fome que se alastra por estes nossos campos de batalha; ninguém ousará comprar uma boa caixa de sabonetes desodorantes para o suor da testa com que — especialmente neste verão — teremos de conquistar o pão de cada dia. Não: presente é presente, isto é, um objeto extremamente raro e caro, que não sirva a bem dizer para coisa alguma.

Por isso é que os lojistas, num louvável esforço de imaginação, organizam suas sugestões para os compradores, valendo-se de recursos que são a própria imagem da ilusão. Numa grande caixa de plástico transparente (que não serve para nada), repleta de fitas de papel celofane (que para nada servem), coloca-se um sabonete em forma de flor (que nem se possa guardar como flor nem usar como sabonete), e cobra-se pelo adorável conjunto o preço de uma cesta de rosas. Todos ficamos extremamente felizes!

São as cestinhas forradas de seda, as caixas transparentes os estojos, os papéis de embrulho com desenhos inesperados, os barbantes, atilhos, fitas, o que na verdade oferecemos aos parentes e amigos. Pagamos por essa graça delicada da ilusão. E logo tudo se esvai, por entre sorrisos e alegrias. Durável — apenas o Meninozinho nas suas palhas, a olhar para este mundo.


Texto extraído do livro "
Quatro Vozes", Editora Record - Rio de Janeiro, 1998, pág. 80.





Poemas de Natal


CANTIGA DOS PASTORES - Adélia Prado

À meia noite no pasto,
guardando nossas vaquinhas,
um grande clarão no céu
guiou-nos a esta lapinha.
Achamos este Menino
entre Maria e José,
um menino tão formoso,
precisa dizer quem é?
Seu nome santo é Jesus,
Filho de Deus muito amado,
em sua caminha de cocho
dormia bem sossegado.
Adoramos o Menino
nascido em tanta pobreza
e lhe oferecemos presentes
de nossa pobre riqueza:
a nossa manta de pele,
o nosso gorro de lã,
nossa faquinha amolada,
o nosso chá de hortelã.
Os anjos cantavam hinos
cheios de vivas e améns.
A alegria era tão grande
e nós cantamos também:
Que noite bonita é esta
em que a vida fica mansa,
em que tudo vira festa
e o mundo inteiro descansa?
Esta é uma noite encantada,
nunca assim aconteceu,
os galos todos saudando:
O Menino Jesus nasceu!


POEMA DE NATAL - Fernando Pessoa


Natal... Na província neva.
Nos lares aconchegados,
Um sentimento conserva
Os sentimentos passados.

Coração oposto ao mundo,
Como a família é verdade!
Meu pensamento é profundo,
Estou só e sonho saudade.

E como é branca de graça
A paisagem que não sei,
Vista de trás da vidraça
Do lar que nunca terei.



POEMA DE NATAL - Vinicius de Moraes


Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos —
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos —
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.
Não há muito o que dizer:
Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez de amor
Uma prece por quem se vai —
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.
Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte —
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Natal, Festa do Menino Deus

Natal é festa de criança! Cheio de luzes, de cantos, de dança, de muita comida, de encontro... Vamos aprofundar hoje a importância da festa do Natal para a comunidade cristã. Antes de tudo é preciso saber que a festa do Natal começou a ser celebrada pelas comunidades cristãs depois do século IV. Quando o cristianismo entra em contato com a cultura e a religião romanas encontra aí uma festa religiosa para o "Sol Invicto", que era celebrada no dia 25 de dezembro. Os cristãos, ao lerem os profetas encontravam textos que falavam da "luz radiante que brilhará nas trevas", "luz do alto céu que nos veio iluminar". Não foi difícil associar e substituir a festa do Sol pela comemoração do nascimento de Jesus. Daí em diante, todos os anos, havia uma festa grande chamada Natal.

Muito mais tarde é que associam o símbolo do pinheiro e da estrela à festa do Natal. Hoje, infelizmente, a mídia usa o Natal para vender, vender, vender. Não se imagina uma festa de Natal sem um presente. Até São Nicolau, o bom velhinho, vai sendo utilizado sempre mais para despertar fantasia das crianças. As comunidades cristãs devem estar atentas para não entrarem na dança simbólica do comércio e revestir os locais da celebração com os mesmos símbolos que não significam nada mais, a não ser vender algum produto.

Podemos nos perguntar porque é importante celebrar o nascimento de Jesus. Vejam bem, alguns escritores dos Evangelhos criaram relatos para falar do nascimento do filho de Deus, porque todo grande personagem devia haver nascido de uma família importante. Jesus é filho de Maria e José, da descendência de Davi, aquele rei famoso. Lucas e Mateus se preocupam com este detalhe no seu Evangelho. Claro que eles não estavam lá para contemplar as cenas que narram. É um relato pedagógico, para alimentar e fortalecer a fé das comunidades a quem os Evangelhos foram escritos.

No século XII há um fato que dá novo impulso à festa do Natal. São Francisco de Assis faz uma experiência mística do nascimento de Jesus. Ele então organiza, pela primeira vez, a reconstituição do nascimento de Jesus conforme a narração dos Evangelhos. Nasceu o presépio! Daí em diante, os povos cristãos de todas as culturas repetem a cada ano este fato. O importante é perceber que no presépio está simbolizado toda a ação da encarnação do Filho de Deus em nossa história.

A tradição religiosa de vários povos foi incorporando várias outras manifestações para festejar o nascimento do Menino Deus. No Brasil temos, por herança dos evangelizadores e colonizadores, as "pastorinhas", os "reisados", que a cada ano, por ocasião do Natal, promovem momentos belíssimos de danças, festas populares. Temos muito que aprender com este povo simples que celebra com sua simplicidade a festa do Natal.

O Natal se estende, como festa, até a Epifania (festa da manifestação de Jesus ao mundo!). Os reis do oriente representam toda a humanidade que reconhece, adora e oferece presente ao Filho de Deus. São presentes simbólicos: ouro (Jesus é rei), incenso (Jesus é divino) e mirra (Jesus é humano). O presente que somos chamados a ofertar hoje em dia é o nosso coração convertido, preocupado com os meninos e meninas que sofrem para sobreviver. Não podemos celebrar plenamente o Natal de Jesus enquanto convivemos com crianças abandonadas nas ruas, sendo espancadas dentro de casa, sofrendo violência sexual, sendo obrigadas ao trabalho escravo e à mão-de-obra barata em todo o mundo.

Texto de Eliomar Ribeiro

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

FELIZ DIA DOS PROFESSORES!

"Professor bom não é aquele que dá uma aula perfeita explicando a matéria. Professor bom é aquele que transforma a matéria em brinquedo e seduz o aluno a brincar. Depois de seduzido o aluno não há quem segure".

Rubem Alves