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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Livros indicados para o Vestibular UFSC 2012: 13 Cascaes

Em 16 de outubro de 1908, na localidade de Itaguaçu, quando ainda pertencia ao município de São José da Terra Firme, nascia Franklin Joaquim Cascaes, um dos maiores estudiosos da cultura popular de raiz açoriana na Ilha de Santa Catarina.


Exibindo imenso talento artístico, valeu-se da escrita, do desenho, da escultura e do artesanato, para imortalizar todo o universo legado pelos antigos colonos açorianos através dos seus descendentes, dos quais foi um dos seus maiores representantes. As narrativas fantásticas sobre bruxarias, ricamente ilustradas, compõem o cerne do grande acervo deixado por Franklin Cascaes, tornando-o um dos maiores defensores da tradição popular ilhoa. Na sua paciente pesquisa, desenvolvida ao longo de trinta anos, conseguiu salvar a memória da cultura popular de Santa Catarina. Faleceu na Ilha de Santa Catarina, terra tão venerada por ele, no dia 15 de março de 1983.


Com a chegada do centenário do nascimento do Estudioso Bruxólico, surgiu a idéia de homenageá-lo com uma coletânea de contos, confeccionados por 13 dos melhores escritores catarinenses, incorporando toda a linguagem e a mitologia construída por Cascaes. O homenageado, aqui, torna-se protagonista de seu próprio universo fantástico, alçado à condição de personagem da mitologia que ajudou a resgatar. De leitura tão agradável quanto enriquecedora, os 13 contos desdobram facetas múltiplas do gênio bruxo e a herança que nos legou, entrelaçando com habilidade ficção e realidade, memória e imaginação.


Os 13 contistas (na melhor adequação buxólico-cabalística), convertidos em "Cascaes", que com fina ironia, se esgueiram entre tocas de boitatás e reuniões bruxólicas, são: Salim Miguel, Flávio José Cardozo, Adolfo Boos Jr., Amilcar Neves, Eglê Malheiros, Fábio Brüggemann, Jair Francisco Hamms, Júlio de Queiroz, Maria de Lourdes Krieger, Olsen Jr., Péricles Prade, Raul Caldas Filho e Silveira de Souza.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Livros indicados para o Vestibular UFSC 2012 - Memórias de um Sargento de Milícias, de Manuel Antônio de Almeida

O único romance de Manuel Antônio de Almeida, Memórias de um Sargento de Milícias foi publicado em 1852-53 sob a forma de folhetim semanal, dividido em capítulos curtos e até certo ponto independentes, em geral contendo um episódio completo. A trama, por isso, é complexa, formada de histórias que se sucedem e nem sempre se relacionam por causa e efeito.
O romance narra a história de Leonardo Pataca, um vadio que acaba se transformando num sargento de milícias no tempo de D. João VI. A obra contrasta com os romances românticos de sua época e possui traços que anunciam a literatura modernista do século XX, por várias razões. Primeiro, por ter como protagonista um herói malandro (Leonardo é o primeiro malandro da literatura brasileira), ou um “anti-herói”, na opinião de alguns críticos. Segundo, pelo tipo especial de nacionalismo que a caracteriza, ao documentar traços específicos da sociedade brasileira do tempo do rei D. João VI, com seus costumes, os comportamentos e os tipos sociais de um estrato médio da sociedade, até então ignorado pela literatura. Terceiro, pelo tom de crônica que dá leveza e aproxima da fala sua linguagem direta, coloquial, irônica e próxima do estilo jornalístico.



Nascido no Rio de Janeiro em 17 de novembro de 1831, Manuel Antônio de Almeida ingressa no curso de Medicina, no qual se forma em 1855, mas não exerce a profissão. Ainda estudante, colabora no jornal 'Correio Mercantil', onde publica 'Memórias de um Sargento de Milícias', entre 1852 e 1853. Em 1858, foi nomeado diretor da Tipografia Nacional. Lá, conheceu o jovem aprendiz de tipógrafo Machado de Assis. Além de 'Memórias de um Sargento de Milícias', deixou o drama lírico 'Dois Amores'. Morreu em 28 de novembro de 1861, no naufrágio do vapor Hermes.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Livros indicados para o Vestibular UFSC 2012 - Inocência, de Visconde de Taunay

Considerada pelos críticos como uma das obras mais bem resolvidas da vertente regionalista do Romantismo brasileiro, Inocência explora de maneira exemplar as relações entre o homem e a natureza. Visconde de Taunay consegue apreender sua dimensão humana e física com descrições ricas e objetivas da vida sertaneja do interior do Mato Grosso na metade do século passado, combinando o discurso romântico com o realista e, com isso, produzindo um estilo raro na literatura brasileira, engendrando na obra elementos típicos de todas as histórias de amor e também elementos que descrevem a fala e o ambiente de uma região. O romance possui no seu núcleo uma história de amor impossível, que a vincula com alguns clássicos da literatura mundial; a jovem cabocla Inocência está prometida por seu pai ao rude sertanejo Manecão, mas apaixona-se pelo forasteiro Cirino, gerando uma série de conflitos devido ao rigoroso código de honra da época.

Quem foi Visconde de Taunay?
Alfredo d'Escragnolle Taunay nasceu no Rio de Janeiro, em 1843. Cursou a Escola Militar e, nomeado segundo-tenente, participou da Guerra do Paraguai. Com a retirada da Laguna e a derrota dos brasileiros, voltou ao Rio de Janeiro, onde publicou a primeira parte da obra A retirada de Laguna, escrita em francês. Ingressando na carreira política, exerceu as funções de deputado, presidente da Província do Paraná e senador. Recebeu o título de visconde. Taunay afastou-se da política após a proclamação da República. Morreu no Rio de Janeiro, em 1899.

Flávio Graziano

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Lista de Livros do Vestibular da UFSC 2012

Obras e Autores para o próximo Vestibular UFSC/2012

1. Visconde de Taunay. Inocência. Diversas Editoras / Portal Domínio Público.
2. Manoel Antônio de Almeida. Memórias de um Sargento de Milícias. Diversas Editoras / Biblioteca Nacional Digital.
3. Dias Gomes. O Pagador de Promessas. Bertrand/Ediouro.
4. Ana Miranda. AMRIK. Companhia das Letras.
5. Oswaldo França Júnior. Jorge, um brasileiro. Nova Fronteira.
6. Cecília Meireles. Viagem & Vaga Música. Nova Fronteira.
7. Milton Hatoun. A Cidade Ilhada. Companhia das Letras.
8. Adolfo Boss e Outros. Treze Cascaes. Fundação Franklin Cascaes.

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OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:
a) Recomenda-se a leitura integral das obras.
b) O conhecimento dessas obras supõe capacidade de análise e interpretação de textos, bem como o reconhecimento de aspectos próprios aos diferentes gêneros.
c) Entende-se que é necessário conhecer também o contexto histórico, social, cultural e estético de cada obra.


Todos os livros já encontram-se disponíveis para empréstimo na biblioteca.
BOA LEITURA!