segunda-feira, 18 de abril de 2011

19 DE ABRIL - DIA DO ÍNDIO

História:
Em 1940, no México, foi realizado o I Congresso Indigenista Interamericano, com a presença de diversos países da América e os índios, tema central do evento, também foram convidados. Como estavam habituados a perseguições e outros tipos de desrespeito, preferiram manter-se afastados e não aceitaram o convite.

Origem:
Existem muitas teorias, algumas até excêntricas, sobre a origem dos índios no continente americano, mas nenhuma comprovada. Ainda hoje, físicos, geólogos, arqueólogos, antropólogos e etnólogos dedicam-se a pesquisas para descobrir de onde vêm os índios, os primeiros habitantes da América.

O objetivo disso tudo é conhecer os pontos por onde os primitivos habitantes chegaram ao continente, quando isso aconteceu, de onde vieram e como foi direcionado o povoamento do Novo Mundo.

Os pesquisadores acham que os índios são descendentes de asiáticos, que vieram através do Estreito de Bering, sendo esta a migração mais importante para o povoamento da América. Estima-se que os primeiros habitantes chegaram ao continente americano há 40 mil anos passados, na última idade glacial.

500 anos de sofrimento:

No ano de 1500, aqui viviam aproximadamente 6 milhões de pessoas, pertencentes a mais de 900 povos indígenas, que falavam mais de 180 línguas diferentes. No entanto, até hoje a história oficial e os meios de comunicação continuam chamando de “descobrimento” esse capítulo de uma história que começou milhões de anos antes. Descobrir, diz o dicionário, é achar pela primeira vez. Neste caso, foram os índios que descobriram o Brasil, pois seus ancestrais viviam aqui há mais de 40 mil anos.
Pero Vaz de Caminha, escrevendo ao rei de Portugal, refere que os primeiros encontros com os povos que aqui viviam foram cordiais, cercados de trocas de presentes e de entusiasmo. Impressão portanto positiva, mas não suficiente para anular a carga de preconceitos que eles traziam. Assim, diferenças culturais passaram a ser vistas como pecados, atrasos, signos de primitivismo que deveriam ser superados.
Posteriormente, houve uma política de extermínio e de escravização dos povos que aqui viviam. Toda a América traz as marcas dessa brutal invasão. Frei Bartolomé de Las Casas, dominicano espanhol, presenciou a ação dos conquistadores no século XVI. Em 1511 o Frei escreveu:

“Certa vez os índios vinham ao nosso encontro para nos receber, à distância de dez léguas de uma grande vila, com víveres e viandas delicadas e toda espécie de outras demonstrações de carinho. Mas eis que os espanhóis passam a fio de espada, na minha presença e sem causa alguma, mais de três mil pessoas, homens, mulheres e crianças, que estavam sentadas diante de nós. Eu vi ali tão grandes crueldades que nunca nenhum homem vivo poderá ter visto semelhantes...”

Hoje, no Brasil, a população indígena restante conta com cerca de 330 mil pessoas, pertencentes a 215 nações sobreviventes. Refletir sobre os povos indígenas é mais do que lamentar so povos desaparecidos, a opressão, a violência, a condição de miséria e exclusão. Esta reflexão convida a relembrar a histórica luta de resistência dos povos indígenas ao longo destes cinco séculos. É fortalecer os fios que tecem a rede da solidariedade cotidiana, que se manifesta na prática de todos, e no apoio a causa dos oprimidos.

Vale lembrar que a Campanha da Fraternidade de 2002 trouxe o tema “Fraternidade e povos indígenas”.
Referências:
http://www.cf.org.br/cf2002/motivacao.php http://www.pime.org.br/missaojovem/mjcfterra.htm

Mudança Global - Campanha da Fraternidade 2011




A Campanha da Fraternidade de 2011 enfoca uma mudança global. Tornados, furacões, enchentes, catástrofes, secas, queimadas, nevascas, desertificação da terra são sinais dos tempos. Com o crescimento e desenvolvimento econômico, tem-se um preço alto a pagar, ou seja, a depredação da natureza, que geme em dores de parto.

A bíblia fala destes fatos, e eles são o rosto do “pecado cósmico” (Cf. Rm 8). A condição humana é vítima de si mesmo, do seu egoísmo consumista e lucro a todo custo. Eis a “lógica do mais forte”. Há uma arrogância capitalista que destrói a vida e compromete a sobrevivência das gerações futuras e do cosmos. Estamos diante de uma realidade grave e que clama por urgência na busca de soluções.

A terra é casa de todos e cabe a nós zelar por ela, cuidar da mãe terra. A Palavra de Deus (Gn 2, 15) ordena que é nosso dever “cultivar e guardar” o jardim que o Criador nos confiou. Faz-se necessária uma “conversão ecológica”, pois o jardim está virando deserto. É preciso com urgência apressar a globalização da educação ambiental, da consciência ecológica, da ética do cuidado, da mudança de mentalidade, de hábitos, de estilo de vida.

Assim, a CF-2011 quer gritar em favor da “salvação da criação” e nos ajudar a escolher a vida. A natureza grita, geme e clama por mais cuidado e responsabilidade. O fato é que ou mudamos ou perecemos. Ainda há tempo para mudar. Aquele que está fazendo a sua parte, está colaborando, está apontando soluções, desde o gesto mais simples de colocar o resíduo no lugar certo.

Há microssoluções preciosas, mas são de extrema urgência as macrossoluções. Economize água; jogue o resíduo no residuário; procure manter todas as suas coisas em ordem; separe o resíduo seco do orgânico; Adote a ideia dos “três erres”: reduzir, reutilizar e reciclar.

As razões humanitárias, sociais e teologais nos levam a compreender a urgência da questão ecológica. Temos de ter humildade e bom senso para admitir que a criação é dom de Deus, que a terra é nossa casa, e é neste lugar que Deus revela seu amor por nós.

Toda a criação é o abraço, o beijo, o toque de Deus, por meio dos quais percebemos a sabedoria, a beleza, a bondade das criaturas e por eles chegamos ao Criador, ao Sumo Bem. Deus criou tudo e de forma generosa, abundante, e o ato de destruir a natureza equivale a uma ofensa ao Criador. O provérbio popular nos diz: “Deus perdoa tudo, todos sempre, os homens de vez em quando, e a natureza nunca”.

Pe. Domingos Chagas, SJ

terça-feira, 12 de abril de 2011

A Batalha do Apocalipse

No dia 31/03, a cidade de Florianópolis foi visitada pelo escritor carioca Eduardo Spohr, autor do livro A Batalha do Apocalipse. Foi a oportunidade para que os alunos do Colégio Catarinense recebessem uma dedicatória especial no exemplar do livro da nossa biblioteca! Na ocasião, o autor agradeceu pela oportunidade e disse que espera colaborar para que os alunos do nosso colégio desenvolvam o hábito da leitura. Para quem quiser saber mais sobre o livro e conhecer melhor o autor, clique no link para o site "Filosofia Nerd" http://filosofianerd.blogspot.com/ .

Livros indicados para o Vestibular UFSC 2012 - Memórias de um Sargento de Milícias, de Manuel Antônio de Almeida

O único romance de Manuel Antônio de Almeida, Memórias de um Sargento de Milícias foi publicado em 1852-53 sob a forma de folhetim semanal, dividido em capítulos curtos e até certo ponto independentes, em geral contendo um episódio completo. A trama, por isso, é complexa, formada de histórias que se sucedem e nem sempre se relacionam por causa e efeito.
O romance narra a história de Leonardo Pataca, um vadio que acaba se transformando num sargento de milícias no tempo de D. João VI. A obra contrasta com os romances românticos de sua época e possui traços que anunciam a literatura modernista do século XX, por várias razões. Primeiro, por ter como protagonista um herói malandro (Leonardo é o primeiro malandro da literatura brasileira), ou um “anti-herói”, na opinião de alguns críticos. Segundo, pelo tipo especial de nacionalismo que a caracteriza, ao documentar traços específicos da sociedade brasileira do tempo do rei D. João VI, com seus costumes, os comportamentos e os tipos sociais de um estrato médio da sociedade, até então ignorado pela literatura. Terceiro, pelo tom de crônica que dá leveza e aproxima da fala sua linguagem direta, coloquial, irônica e próxima do estilo jornalístico.



Nascido no Rio de Janeiro em 17 de novembro de 1831, Manuel Antônio de Almeida ingressa no curso de Medicina, no qual se forma em 1855, mas não exerce a profissão. Ainda estudante, colabora no jornal 'Correio Mercantil', onde publica 'Memórias de um Sargento de Milícias', entre 1852 e 1853. Em 1858, foi nomeado diretor da Tipografia Nacional. Lá, conheceu o jovem aprendiz de tipógrafo Machado de Assis. Além de 'Memórias de um Sargento de Milícias', deixou o drama lírico 'Dois Amores'. Morreu em 28 de novembro de 1861, no naufrágio do vapor Hermes.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Novidades: Livros do escritor Fernando Carraro


Fernando Carraro nasceu em 1942, na cidade de Americana, situada a 130 km de São Paulo.

É formado em história e geografia e foi professor de geografia por muitos anos. Atualmente, ele escreve livros e visita escolas, interagindo com seus leitores. Seus livros de literatura infanto-juvenis abordam temas atuais como: Consumismo, Valorização da vida e Ecologia.

Temos em nosso acervo alguns livros do autor que são muito interessantes:


Após seu pai perder o emprego, Isabela sugere aos seus colegas na escola, durante a Semana Economia e Vida, que todos ajudassem suas famílias no orçamento doméstico. Ao mesmo tempo, seu amigo Thiago transforma-se a partir do exemplo de solidariedade de irmã Dulce. Outros temas também são abordados neste livro, como consumismo, preservação ambiental e trabalho infantil, mostrando o quanto a construção de um mundo melhor é responsabilidade de todos nós. No livro Quem ama partilha, o garoto Vinícius conta como a solidariedade passou a fazer parte de sua vida. A partir de um debate em sua escola sobre a importância de saber gastar e economizar, a turma decide que cada aluno deveria ter a sua própria poupança. Ao administrar seu dinheiro, Vinícius começa a ver que muitas famílias não podem consumir nem uma parte do que ele consome. Isto fica ainda mais claro para ele quando sua família se junta à campanha de ajuda às vítimas das enchentes e ele resolve doar suas economias. A cada ação, Vinícius tem o seu aprendizado!


quinta-feira, 24 de março de 2011

Dica Cultural: Concerto Beneficente

Recebi por e-mail o convite para o concerto beneficente e estou divulgando no Blog. Vamos participar!

Dica Cutural: assistam ao espetáculo teatral Zylda anunciou, é apoteose!